3 mar — 15 nov 2022EncontrosExposição
UM, DOIS e MUITOS
Se uma serra nos guiasse
Marta Wengorovius

Se uma serra nos guiasse faz parte de uma trilogia que se iniciou na Galeria Diferença em 2020. Esta exposição apresenta o segundo momento do projeto. Trata-se de caminho percorrido através do método UM, DOIS e MUITOS, em que a artista plástica Marta Wengorovius explora questões que nascem da intuição e da génese do movimento, acentuando as diferentes dimensões de três tipo de dinâmicas: o UM enquanto singularidade e intimidade, o DOIS como paridade e cumplicidade e o MUITOS que vai de encontro à experiencia da comunidade. A primeira exposição da trilogia foi pautada pelo universo do DOIS. Na Brotéria, Marta Wengorovius encaminha-nos para o lugar do UM. Num reconhecimento holístico de que o movimento está presente em todas as coisas vivas, desde a célula até ao cosmos.

Se uma serra nos guiasse inaugura um processo lento de gestação e digestão. Ao longo dos próximos meses, entre esta casa no centro da cidade e a Serra da Arrábida, o trabalho do UM expande-se e reverbera numa série de encontros como uma deambulação orientada. O UM, o DOIS e o MUITOS acompanham a criação individual de uma forma participativa. Numa escola nómada onde a pedagogia dos sentidos é convocada por diferentes intervenientes de disciplinas variadas, preencheremos Cadernos. Da botânica ao canto, como nómadas desenharemos pontes, entre nós e os outros, entre a cidade e a natureza.

 


Programa

 

UM
mar — mai

Qui 3 mar, 18h30 às 20h30
Brotéria
Inauguração da exposição
Se uma serra nos guiasse
com Lançamento dos Cadernos do UM

Sáb 19 mar, 15h30 às 17h
Serra da Arrábida
29ª Aula Debaixo das Árvores
O som do UM
Texturas, a serra, o som do UM, tudo soa
Marta Wengorovius e Domenico Lancellotti

Sáb 14 mai, 10h30 às 13h30
Serra da Arrábida
30ª Aula Debaixo das Árvores

O UM e as plantas endémicas:
Marta Wengorovius e Filipe Monteiro
Que plantas habitam este lugar?
Passeio, macerações-farmácia caseira

Dom 15 mai, 11h às 13h
Serra da Arrábida
A escola hoje é um Caderno Nómada
Cadernos do UM na Serra 
Atento ao endémico, ao singular, à intimidade entre todas as coisas vivas.
Como nasce aquele UM? Conversa entre Cadernos. 

Ter 17 mai, 19h às 20h30
Brotéria
A escola hoje é um Caderno Nómada
Encontro dos Cadernos do UM na Cidade
Atento ao endémico, ao singular, à intimidade entre todas as coisas vivas.
Como nasce o UM? Conversa entre Cadernos.

 

MUITOS
jun — ago


Dom 29 mai, 10h30 às 13h30
Serra da Arrábida
31ª Aula Debaixo das Árvores
Danças em círculo
Cânticos ecuménicos Marta Wengorovius, Maria Poppe e Ana Ferreira
Danças para a paz e cânticos ecuménicos

Dom 3 jul, 10h30 às 13h30
Serra da Arrábida
A escola hoje é um Caderno Nómada
Encontro Cadernos do MUITOS na Serra 
Todas as coisas vivas, o lá fora, reclamam o seu espaço. Reclamam um novo diálogo de comunidade em que nós entendamos que somos, também, Natureza. Para que não estejamos “fechados” cá fora. Passeio e conversa com os Cadernos.

Qui 17 jul, 19h
Brotéria

A escola hoje é um Caderno Nómada
Encontro Cadernos do MUITOS na Cidade
O MUITOS (a comunidade) foi um desenho que foi interrompido no mundo inteiro. Este corte no MUITOS surge para que o UM (o singular, aintimidade de si) e o DOIS (a cumplicidade) sejam revistos? Conversa entre Cadernos.

Sáb 13 ago, 11h às 13h / 19h às 20h
Dom 14 ago, 11h às 13h
Serra da Arrábida
32ª Aula Debaixo das Árvores
O silêncio e os muitos
Marta Wengorovius, Maria Lusitano e Jonathan Stone
Formas de silêncio

 

DOIS
set — nov

 

Ter 13 Set, 19h
Brotéria
A escola hoje é um Caderno Nómada
Encontro Cadernos do MUITOS na Cidade
O MUITOS (a comunidade) foi um desenho que foi interrompido no mundo inteiro. Este corte no MUITOS surge para que o UM (o singular, aintimidade de si) e o DOIS (a cumplicidade) sejam revistos? Conversa entre Cadernos.

 

Sáb 24 set, 17h às 19h
Serra da Arrábida
33ª Aula Debaixo das Árvores
O DOIS som
Marta Wengorovius, Inês Tartaruga Água e Xavier Pais
Os pássaros são recipientes de ar e nós sopramos

Dom 25 set, 10h30 às 13h30
Serra da Arrábida
A escola hoje é um Caderno Nómada
Cadernos do DOIS na Serra

Atento à cumplicidade entre todas as coisas vivas. Como nasce o DOIS? Que conheço destes pares: Eros e Filia, Respirar: inspirar/expirar, Terra-Céu, Consciente/Inconsciente, Integração dos opostos, Contact Improvisation, Cores Complementares, Yin e Yang, o diálogo entre o sol e a terra.
Passeio e Conversa entre Cadernos.

Ter 11 out, 19h às 20h30
Brotéria
A escola hoje é um Caderno Nómada
Cadernos do DOIS na Cidade
Atento à cumplicidade entre todas as coisas vivas. Como nasce o DOIS? Que conheço destes pares: Eros e Filia, Consciente/Inconsciente, Integração dos opostos, Amígdala e Córtex Frontal, as cartas de Theo e Vincent, o Simpático e o Parassimpático.

Ter 15 nov, 18h às 20h30
Brotéria

Encerramento: Um, Dois e Muitos — Escola Nómada Se uma serra nos guiasse
Cadernos do UM, do DOIS e do MUITOS em exposição no depósito dos livros da biblioteca da Brotéria.

 

 

 

Marta Wengorovius


Viajou desde cedo pela Europa detendo-se por períodos alargados em Itália, França e Alemanha, participando em actividades que a aproximaram do mundo da arte. Realiza depois os seus estudos em Portugal — Curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa, Desenho do AR.CO, onde frequenta também o curso de Pintura e de Fotografia. Frequenta em 1984-1985 o Curso de Cenografia do Conservatório Nacional.

Finaliza o Curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa e vai viver para Paris (1988-1989) donde regressa em 1991-1992. Continua as suas viagens, experiências e estadias nos Estados Unidos (bolseira da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento) e, em 1993, é convidada pelo Goldsmits’ College (Londres) como Academic Observer. Aí concebe o projecto da Academia de Verão, Convento da Arrábida, 1994. Em 1994 recebe o prémio União Latina. Estadia em 1997 em Macau e China e Vietnam como Bolseira da Fundação Oriente. Termina em 2007 o Mestrado em Artes Visuais e Intermédia na Universidade de Évora com a dissertação O evento como pintura: o uso dos olhos. A par da sua actividade artística lecciona Metodologias Artísticas e Desenho na Universidade Lusófona / Departamento de Design. Entre 1991-2003 lecciona Pintura e Desenho no AR.CO.

Expõe individualmente desde 1989 (Galeria Módulo, Lisboa). Os títulos das suas outras individuais Trompe l’oeil (Galeria Valentim de Carvalho), Sur ciel sûr (Culturgest), A sample of my mind (Macau, 1997), Words from the breathing brain (Galeria Pedro Cera, 1998), Lundi je suis rose mardi bleu mecredi orange jeudi vert vendredi rouge samedi violet et dimanche dorée (2002), Showroom #1 (Sala do Veado — Faculdade de Ciências de Lisboa, 2002), Showroom — Atelier: Paris (2003), Objectos de errância: Uso do Olho #1 ( 2005), Uso do Olho #2 (arco-íris) (2005) e Superfície — a pele perfomática (2005-2008), Evento #1, 2 e 3 (2005), ou eventos Mise à nu par le soleil ou mise à nu par la lune (2006-2008) configuram por si só um universo de pesquisa plástica e pessoal que se alimenta também do envolvimento em projectos de dança (com João Fiadeiro, Franz Polestra, Howard Sonenklar, Skit — projecto internacional de coreografia — entre outros), cinema (Michael Shamberg, Jim Herbert, Cris Marker) e arquitectura (com Baixa Atelier de Arquitectura — Pavilhão do Futuro, Expo-Suíça entre outros), e arquitectura paisagística (com Global).